Eu
suponho que seja uma falha. Tenho certeza que minha esposa que se lembra de
cada nome, lugar, e data dos últimos cinco anos. Acho que lembra. Mas, por
alguma razão, eu acho difícil lembrar detalhes do passado. Se eu disser à mim
mesmo, num momento: "Lembre isto" ,eu provavelmente lembrarei. Caso
contrário, somente os grandes fatos permanecem na minha peneira mental. Eu
estou dizendo isto porque eu quero que você entenda que esse fenômeno não é
resultado da idade avançada - Eu sempre fui assim. Porém, eu também sempre
olhei para o futuro. E isso é exatamente o que eu quero fazer aqui.
Como um
velhote de 79 anos, eu quero fazer uma previsão sobre o que você encontrará no
futuro e como lidar com isso. Estou pensando, principalmente em você, a nova
geração, que está agora a tomar o leme da igreja em mares tempestuosos. Não me
vejo como um profeta, mas existem coisas que são inevitáveis - aparte de uma
grande intervenção divina, do curso que o mundo está agora seguindo.
Para começar,
se você não fala, você seria sábio em aprender espanhol[1].
De importância maior, você deveria familiarizar-se com os princípios do Islã. O
primeiro, porque você provavelmente precisará. O segundo porque se Deus não
intervir você estará lutando numa guerra contra Muçulmanos. Nenhum Cristão
deveria viver, de modo a evitar esses assuntos. Mas eu não quero discuti-los
diretamente.
Minha
preocupação é com o abrandamento da igreja. Pra você fazer um impacto futuro
por Cristo, e ser capaz de suportar tempos difíceis futuramente, essa tendência
deverá ser revertida. Há um abrandamento deplorável de doutrina, de atitudes,
de coragem e do linguajar. E isso tudo é justificável pela rubrica do
"amor". Mas há uma vasta diferença entre amar e um espírito
concessivo. Vamos examinar cada um.
Há um
abrandamento na doutrina. Não é somente óbvia a falha em aceitar e ensinar as
verdades fundamentais da reforma, mas há também uma excitação por parte
daqueles que acreditam, em expô-las abertamente. Cristãos subestimam as
gloriosas doutrinas da graça. Ao invés de se regozijarem na doutrina da
expiação limitada[2]
- a qual significa que Jesus Cristo é um salvador pessoal - eles conversam
somente sobre os outros quatro pontos do TULIP[3].
É como se eles fossem comer duas fatias de pão, eles comem o tomate
cuidadosamente numa fatia, e a alface na outra, masrejeitam o hambúrguer entre
os dois. Essa doutrina é a carne da Tulip-Burguer. Para encarar o futuro, é
necessário haver um retorno decisivo à explícita e fundamental exposição das
"duras" doutrinas da fé.
Há um
abrandamento de atitudes. Em grande parte, isso explica a suavidade no ensino.
Ao invés de regozijarem-se no grande e eterno plano de Deus da redenção diante
dos amigos arminianos, eles titubeiam e gaguejam, procurando manter um bom
relacionamento acima de tudo. Supondo que suas consciências não estejam
cauterizadas, eles trazem um senso de culpa, por saberem que deveriam defender
a verdade contra este ensino fraco e antibíblico que exalta o homem e diminui o
poder de Deus. No entanto, para manterem a "paz", eles se mantêm
calados.
Há um
abrandamento da coragem. Obviamente, isso está por trás da atitude temerosa que
conduz os crentes reformados a suprimirem sua fé. Ao longo do livro de Atos
percebemos que uma palavra aparece repetidas vezes - Os apóstolos falaram
"Corajosamente". Há duas palavras para coragem no Novo Testamento. Em
Atos é "Parresia", que significa "falar sem rodeio, sem medo das
consequências." A coragem de agir dessa maneira, poderia também ser
responsável por grande parte da inefetividade do testemunho da igreja em nossos
dias.
Há um
abrandamento no linguajar. Um modo de falar covarde que produz fraqueza, uma
linguagem insípida, por exemplo, "Eu sinto", ao invés de dizer:
"Eu creio" ou "Declaro". Eles fazem uma conversa mole sobre
"compartilhar" o Evangelho - Como quando alguém está relutante em
doar a totalidade de alguma coisa. ( Se eu "compartilhar" minha
torta, você pega só um pedaço).
Se esse
abrandamento da igreja continuar, haverão mais grupos que se preocupam menos
com a verdade e mais com a comunhão. Mas uma igreja que coloca a camaradagem
acima da verdade é uma igreja fraca, que será incapaz de enfrentar os desafios
à frente.
É tarde
demais para nossa geração corrigir essas questões. Alguns de nós tentaram, mas
falharam. Devemos confessar que estamos deixando uma igreja que a menos que Deus
intervenha graciosamente, não poderá enfrentar os enormes desafios que essa
próxima geração deverá enfrentar. Talvez Deus usará você para ajudar a fazer as
mudanças necessárias, antes que seja tarde demais. Olhe ao seu redor. Pergunte
a si mesmo: "Será que a igreja no seu estado atual conseguiria suportar
uma perseguição terrorista? Poderia suportar uma onda de catolicismo romano que
pode no tempo, - na geração de vocês - tomar conta do país? Em sua confusão,
fraqueza, ela seria uma presa fácil para esses ou outros acontecimentos. Não
leve em conta apenas por que eu disse - vá em frente, abra seus olhos
espirituais. O que você vê?
Você
contribuirá para uma suavização maior ou você permanecerá firme e valente pela
verdade? Não estou sugerindo crueldade
ou grosseria, mas estou defendendo mudanças drásticas para firmar as quatro
áreas mencionadas acima. Participe da solução ao invés de perpetuar o problema!
Autor:
Jay Adams
Original:
Aqui
Tradução:
Rafael Costa Ferreira
Revisão:
Ivan Junior
[1] O autor é americano, por isso a
recomendação do espanhol e não do inglês.
[2] Para quem quer aprender mais sobre o
assunto http://restaurandoamente.blogspot.com.br/2012/07/escolhidos-em-cristo.html
[3] Refere-se aos chamados cinco pontos do
calvinismo. Veja: http://restaurandoamente.blogspot.com.br/2012/07/salvacao-uma-obra-de-deus-somente.html







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