O
assunto que desejo tratar neste volume é parcialmente histórico e parcialmente
biográfico. Se algum leitor espera, devido ao título, uma estória fictícia ou
alguma coisa parcialmente extraída da minha imaginação, eu temo que ficará
desapontado. Tal tipo de escrito não é de minha alçada, e eu não teria tempo
disponível para isto se o fosse. Fatos, puros fatos, e as cruas realidades da
vida absorvem todo o tempo que eu posso dispor para o serviço literário.
Eu
acredito, entretanto, que para a maioria dos leitores, o assunto que escolhi
não necessita de apologia. A pessoa que não sente interesse na história e
biografias de seu país é certamente um pobre patriota e um péssimo filósofo.
‘Patriota',
ele não pode ser chamado. O verdadeiro patriotismo fará com que um inglês se
interesse por tudo o que concerne à Inglaterra. Um verdadeiro patriota gostará
de saber alguma coisa acerca de cada um que tenha deixado sua marca no caráter
inglês, do Venerável Bede a Hugh Stowell, de Alfredo, o Grande, a Pounds, o
originador das Escolas Ragged.
‘Filósofo'
certamente ele não é. O que é filosofia senão a história ensinada pelos
exemplos? Conhecer os degraus através dos quais a Inglaterra alcançou a sua
presente condição, é essencial a um entendimento correto tanto de nossos privilégios,
como de nossos perigos nacionais. Conhecer os homens que Deus levantou para
fazer o Seu trabalho em dias passados, nos guiará ao procurarmos por padrões em
nossos próprios dias e nos dias por vir.
Eu me
aventuro a pensar que não há um período da história da Inglaterra que seja tão
instrutivo para um cristão como os meados do século passado. Este é o período
do qual, ainda hoje, sentimos sua influência. Este é o período com o qual os
nossos avós e bisavós estiveram imediatamente associados. Este não é um período
sem importância, do qual não possamos extrair as mais úteis lições para os
nossos próprios dias.
Deixe-me
iniciar, tentando descrever a condição real da Inglaterra há cem anos atrás.
Uns poucos e simples fatos bastarão para tornar isto claro.
O
leitor deve lembrar que eu não vou falar de nossa condição política . Eu
poderia facilmente lhe dizer que, nos dias de Sir Robert Walpole, o Duque de
Newcastle, e do Ancião Pitt, a posição da Inglaterra era bastante diferente da
que ocupa agora. Grandes homens de estado e oradores havia entre nós, não há
dúvida. Mas nossa posição entre as nações da terra era comparativamente pobre,
fraca e humilde. A nossa voz entre as nações tinha muito menos peso do que tem
obtido desde então. O estabelecimento de nosso Império Indiano mal havia
iniciado. Nossas possessões australianas eram uma parte do mundo apenas
recentemente descoberto, mas ainda não colonizado. Aqui, havia um forte partido
no país que ainda ansiava pela restauração dos Stuarts. Em 1745, o Pretendente
(ao trono) e um exército da Highland (terras montanhosas da Escócia) marcharam
daquele país para invadir a Inglaterra e chegaram até Derby. Corrupção,
desonestidade e desgoverno em altos postos eram a regra e a pureza, exceção.
Incapacidade civil e religiosa ainda abundavam. Os Atos Corporativos não haviam
ainda sido revogados. Ser um não-conformista era considerado apenas um pouco
melhor do que um sedicioso ou rebelde. Municípios corruptos prosperavam. O
suborno em todas as classes era aberto, descarado e abundante. Tal era a
Inglaterra politicamente há cem anos atrás.
O
leitor deverá lembrar ainda, que eu não vou falar de nossa condição do ponto de
vista econômico e financeiro. A nossa vasta indústria de algodão, seda e linho
tinha apenas começado a existir. Os nossos imensos tesouros minerais de carvão
e ferro estavam quase que intocados. Nós não possuíamos barcos a vapor,
locomotivas, estradas-de-ferro, gás, telégrafo elétrico, agências financeiras,
agricultura científica, estradas pavimentadas, comércio livre, arranjos
sanitários, nem polícia digna do nome. Deixe qualquer inglês imaginar, se é que
ele pode, o seu país sem qualquer das coisas que acabei de mencionar, e ele
terá apenas uma pálida idéia da condição econômica e financeira da Inglaterra há
cem anos atrás.
Mas eu
deixo estas coisas aos economistas, políticos e historiadores deste mundo.
Embora interessantes, não há dúvida, elas não fazem parte do assunto ao qual eu
desejo me deter. Eu desejo tratar deste assunto como um ministro do Evangelho
de Cristo. É à condição moral e religiosa da Inglaterra há cem anos atrás que
eu desejo confinar minha atenção. Aqui está o ponto para o qual eu desejo
dirigir os olhos do leitor.
O
estado deste país do ponto de vista moral e religioso em meados do século
passado era tão dolorosamente insatisfatório, que é difícil transmitir uma
idéia adequada da situação. O povo inglês do tempo presente, que nunca foi
levado a inquirir acerca deste assunto, não pode ter uma idéia da escuridão que
prevalecia. Do ano de 1700 até a época da Revolução Francesa, a Inglaterra
parecia estéril de tudo o que é realmente bom. Como tal estado de coisas pode
ter surgido em uma terra de Bíblias livres e de um Protestantismo professo,
quase que ultrapassa a compreensão. O Cristianismo parecia jazer como morto,
tanto assim que você poderia ter dito: ‘ele está morto'. Moralidade, apesar de
muito exaltada nos púlpitos, era completamente pisoteada nas ruas. Havia
escuridão nas altas camadas, assim como nas baixas, escuridão na Corte e no campo,
no Parlamento e no bar; escuridão no interior e escuridão na cidade; escuridão
entre os ricos e escuridão entre os pobres; uma grossa, densa escuridão moral e
religiosa; uma escuridão que podia ser sentida.
É o
caso de alguém perguntar: ‘o que as igrejas faziam há cem anos atrás?' A
resposta pode ser dada rapidamente. A Igreja da Inglaterra existia naqueles
dias com seus artigos admiráveis, sua tradicional liturgia, seu sistema
paroquial, seus cultos dominicais e seus dez mil clérigos. O grupo não-conformista
existia, com suas liberdades duramente adquiridas e seus púlpitos livres. Mas,
infelizmente, uma explicação deve ser dada sobre ambos os grupos. Eles
existiam, mas é difícil dizer se viviam. Eles não faziam nada; estavam
completamente adormecidos. A maldição do Ato da Uniformidade parecia repousar
sobre a Igreja da Inglaterra. A doença do comodismo e a ausência de perseguição
pareciam pairar sobre os não-conformistas. Teologia natural, sem uma única
doutrina distintiva cristã, moralidade fria ou ortodoxia estéril, formavam o
corpo principal do ensino tanto nas igrejas como nas capelas. Os sermões, em
toda parte, eram pouco melhores do que pobres ensaios morais, totalmente
destituídos de qualquer coisa capaz de despertar, converter ou salvar almas. Ambas
as partes pareciam, por fim, concordar em um ponto: deixar o diabo em paz e não
fazer nada pelos corações e almas. E no que concerne às importantes verdades
pelas quais Hooper e Latimer tinham ido para a fogueira, Baxter e muito dos
puritanos para a prisão, elas pareciam ter sido totalmente esquecidas e
colocadas na prateleira.
Visto
que este era o estado de coisas nas igrejas e capelas, ninguém ficará surpreso
ao saber que o país estava inundado de infidelidade e ceticismo . O príncipe
deste mundo fez um excelente uso da oportunidade. Seus agentes estavam ativos e
zelosos em promulgar todos os tipos de idéias estranhas e blasfemas. Collins e
Tindal denunciavam o Cristianismo como política clerical. Whiston afirmava
serem os milagres da Bíblia grandes embustes. Woolston declarava que eles eram
alegorias. Arianismo e Socinianismo eram abertamente ensinados por Clark e
Priestly e se tornaram moda entre a classe intelectual da comunidade. Um
simples fato pode nos dar uma idéia da completa incapacidade do púlpito em
vencer o progresso de toda essa enchente de impiedade. O célebre advogado
Blackstone teve a curiosidade, no princípio do reinado de George III, de ir de
igreja em igreja para ouvir cada sacerdote importante em Londres. Ele disse que
não ouviu um único discurso que apresentasse mais Cristianismo do que os
escritos de Cícero, e que lhe seria impossível descobrir, do que ouvira, se o
pregador era um seguidor de Confúcio, de Maomé ou de Cristo!
Evidências
desta situação são, infelizmente, abundantes. A minha dificuldade não está
tanto em descobrir testemunhas, quanto em selecioná-las. Este foi o período ao
qual o Arcebispo Secker se referiu em um dos seus comentários: ‘Nisto não
podemos estar enganados, que um aberto e professo desprezo da religião tomou-se,
através de uma variedade de tristes razões, o caráter distintivo da época. Tal
era a devassidão e o desdém de princípios nas camadas mais elevadas, e tal o
desregramento, intemperança e a audácia em cometer crimes nas mais baixas, que
se a torrente de impiedade não viesse a parar, tornar-se-ia absolutamente
fatal. O Cristianismo é ridicularizado e injuriado com pouquíssima reserva, e
os que o ensinam, sem reserva alguma'. Este foi o período quando o Bispo
Butler, em seu prefácio à ‘Analogia', usou as seguintes palavras
dignas de nota:‘Tem-se assumido como fato consumado que o Cristianismo não é
mais um assunto para inquirição, e que agora, finalmente, descobriu-se que se
trata de mera ficção. Como conseqüência, tem sido tratado presentemente como
sendo um ponto de concordância entre todas as pessoas de discernimento, nada
restando senão instituí-lo como um dos assuntos preferidos para gracejo e
ridículo'. E queixas como estas não se confinavam aos clérigos. O Dr.
Watts declara que nos seus dias, ‘havia uma decadência generalizada de
religião vital nos corações e vidas das pessoas, e que esta era, em geral, uma
constatação observada com pesar entre todos os que consideram seriamente no seu
coração a causa de Deus'. O Dr. Guyse, outro não-conformista muito
respeitado, diz: ‘ A religião natural insinua-se como o tópico predileto
de nossa época; e a religião de Jesus só tem valor por causa daquela, e somente
na medida em que leve adiante a luz da natureza e seja um mero aperfeiçoamento
deste tipo de luz. Tudo o que é distintivamente cristão, ou que é peculiar a
Cristo, tudo o que diz respeito a Ele e que aparentemente não tenha sua
fundação na luz natural, ou que vá além dos princípios da natureza, é colocado
de lado, banido e desprezado'. Testemunhos como este podem ser facilmente
multiplicados dez vezes. Mas eu poupo o leitor. Provavelmente o suficiente já
foi apresentado para provar que quando eu falo da condição moral e religiosa da
Inglaterra no início do século dezoito como dolorosamente insatisfatória, não
estou fazendo uso de uma linguagem exagerada.
Quem
eram os bispos daqueles dias? Alguns deles eram, sem dúvida, homens de
intelectos e culturas poderosas e de vidas irrepreensíveis. Mas os melhores
deles, tais como Secker, Butler, Gibson, Lowth e Horn, pareciam incapazes de
fazer mais do que deplorar a existência de males, os quais viam, mas não sabiam
como solucionar. Outros, como Lavington e Warburton, fulminavam ferozes
acusações contra entusiasmos e fanatismos, e pareciam temer que a Inglaterra
viesse a tomar-se demasiadamente religiosa! Mas a maioria dos bispos, para
dizer a verdade, eram homens do mundo. Eles estavam desqualificados para a
posição em que se encontravam. O caráter predominante do corpo episcopal pode
ser avaliado pelo fato de que o arcebispo Cornwallis dava bailes e festas no
palácio de Lambeth, até que o próprio rei teve que interferir escrevendo e,
pedindo que abandonasse tais práticas. Deixe-me também acrescentar, que quando
os ocupantes do colégio episcopal estavam incomodados pela rápida propagação da
influência de Whitefield, foi sugerido com seriedade, nas esferas mais altas da
igreja, que a melhor maneira de dar um fim a sua influência, era torná-lo
bispo.
O que
era o clero paroquial daqueles dias? A vasta maioria deles estava imersa no
mundanismo, e não sabia nem se importava com coisa alguma da sua profissão. Não
faziam o bem, nem gostavam que ninguém o fizesse no lugar deles. Eles caçavam,
atiravam, eram proprietários de terras, praguejavam, bebiam e jogavam. Eles
pareciam determinados a conhecer tudo, exceto Jesus Cristo e Ele crucificado.
Quando eles se reuniam, geralmente era para brindar ‘à igreja e ao rei' e para
edificarem-se mutuamente na carnalidade de suas mentes, preconceitos,
ignorância e formalismo. Quando retornavam para suas próprias casas, era para
fazerem o mínimo e pregarem o mais raramente possível. E quando pregavam, seus
sermões eram tão indizível e indescritivelmente ruins, que é reconfortante
lembrar que eram geralmente pregados a bancos vazios.
Que
tipo de literatura teológica nos foi legada há cem anos atrás? A mais pobre e
fraca na língua inglesa. Esta foi a época a que pertencem obras religiosas como
a intitulada ‘O Dever Total do Homem', e os sermões de Tillotson e Blair.
Pergunte em qualquer loja de livros antigos e você descobrirá que não há
teologia tão invendável como os sermões publicados na metade e no final do
século passado.
Que
tipo de educação possuíam as ordens mais baixas cem anos atrás? Na maior parte
das paróquias e especialmente nos distritos rurais, eles não tinham educação
alguma. Quase todas as nossas escolas rurais foram construídas a partir de
1800. A ignorância era tão extrema, que um pregador metodista em Somersetshire
foi levado a juramento diante dos magistrados porque havia citado em um sermão
que, ‘Aquele que não crê será condenado!' Enquanto que Yorkshire não
fica atrás de Somersetshire, pois nesta cidade, um oficial de polícia levou
Charles Wesley diante dos magistrados, acusando-o de ser um simpatizante do
pretendente ao trono da Inglaterra, porque em uma oração pública ele havia
pedido ao Senhor que ‘trouxesse de volta os seus exilados!' Para
completar, o vice chanceler de Oxford realmente expulsou seis estudantes da
universidade porque‘eles tinham tendências metodistas, e resolveram orar e
expor as Escrituras em residências particulares'. Dizer palavrões
extemporâneos, alguém observou, não criava nenhum problema aos estudantes de
Oxford, mas orar extemporaneamente era uma ofensa que não podia ser tolerada!
Como
era a moral de cem anos atrás? Basta dizer que a prática de duelo, adultério,
fornicação, jogo, linguagem obscena, profanação do domingo e bebedice,
dificilmente era considerada como conduta condenável. Estas eram as práticas da
moda nas camadas elevadas da sociedade, e ninguém seria mal visto por dar-se a
elas. A melhor evidência disto pode ser encontrada nas pinturas de Hogarth.
Qual
era a literatura popular de cem anos atrás? Eu deixo de lado o fato de que
Bolingbroke, Gibbon e Home, o historiador, estavam todos profundamente mortos
no ceticismo. Eu me refiro mesmo é à literatura frívola que estava muito em
voga. Folheie as páginas de Fielding, Smollett, Swift e Sterne, e você obterá a
resposta. A habilidade desses escritores é inegável; mas a indecência de muitos
dos seus escritos é tão berrante e vulgar, que poucas pessoas hoje em dia
gostariam de permitir que as obras deles fossem vistas sobre a mesa de suas
salas de visitas.
Eu temo
que o retrato que venho esboçando seja ainda muito escuro e pálido. Eu
desejaria poder lançar um pouco mais de luz sobre ele. Mas fatos são
inflexíveis, especialmente fatos sobre literatura. A melhor literatura de cem
anos atrás é encontrada nos escritos morais de Addison, Johnson, e Ateele. Mas
eu temo que os efeitos dessa literatura no público em geral eram infinitamente
pequenos. Na verdade eu creio que Johnson e os ensaístas não tiveram maior influência
sobre a religião e moralidade das massas do que a ‘vassoura' da renomada Sra.
Partington teve sobre as ondas do oceano Atlântico.
Para
resumir tudo e concluir esta parte do meu assunto, eu peço que o leitor se
lembre de que as boas obras com as quais todos agora estão familiarizados não
existiam há cem anos atrás. Wilberforce ainda não havia atacado o comércio de
escravos. Howard ainda não havia reformado as prisões. Raikes ainda não havia
estabelecido as escolas dominicais. Nós não tínhamos sociedades bíblicas,
escolas para crianças pobres, missões urbanas, sociedades de ajuda pastoral,
missões a povos pagãos. O espírito da sonolência estava sobre a nossa terra. Do
ponto de vista moral e religioso, a Inglaterra dormia profundamente.
Eu não
posso deixar de observar, ao concluir este capítulo, que nós deveríamos ser
mais gratos pelos tempos em que vivemos. Eu temo que sejamos mais tendentes a
olhar para os males que vemos ao nosso redor, e a esquecermos quão piores eram
as coisas há cem anos atrás. De minha parte, não alimento ilusões quanto aos
‘bons tempos antigos' dos quais alguns falam com deleite e admito isso
francamente. Eu os considero como uma mera fábula e mito. Acredito que o tempo
em que estamos vivendo é um dos melhores que a Inglaterra já viu. Não digo isso
com jactância. Sei que temos muitas coisas para deplorar. O que eu realmente
digo é que as coisas poderiam ser piores. A nossa situação era muito pior há
cem anos atrás. O nível geral da religião e da moral é indubitavelmente muito
mais elevado hoje. Pelo menos, em 1868, nós estamos despertados. Nós vemos e
sentimos os males, os quais as pessoas não sentiam há cem anos atrás. Nós
lutamos para nos ver livres desses males; nós desejamos nos corrigir. Apesar de
nossas muitas faltas, não estamos profundamente adormecidos. Em todos os lados
há ânimo, ação, movimento, progresso e não estagnação. Por piores que
estejamos, confessamos o nosso mal estado. Por mais fracos que estejamos,
reconhecemos nossa fraqueza. Por mais insignificantes que sejam nossos
esforços, estamos empenhados em melhorar. Embora estejamos fazendo pouco por
Cristo, estamos tentando fazer alguma coisa. Agradeçamos a Deus por isso! As
coisas poderiam estar piores. Comparando os nossos próprios dias com os meados
do século passado, há razão para agradecermos a Deus e para criar coragem. A
Inglaterra está em um estado melhor do que se encontrava há cem anos atrás.
*Traduzido
por Paulo R. B. Anglada, a partir de J. C. Ryle, Christian Leaders of
18th. Century (reprint, Edinburgh and Pennsylvania: The Banner of Truth
Trust, 1978), 149-79. Revisado por Cláudio Vilhena e Emir Bemerguy Filho.







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